domingo, julho 04, 2010

ausência poética

um dia hei de gritar bem forte
pela poesia que me deixou cá,
a ver navios
e acenar
solitário:
céu vazio azul e mar...
a poesia nem sabe que o mundo está repleto
de histórias pra contar;
a poesia nem sabe do amor
que tenho pra dar.
a poesia só me quer deixar só
porque precisa,
porque é preciso me isolar.
mas um dia,
ela volta
num desses navios que vêm ao porto
e que procuram ancorar,
e há de vir
atenta,
ansiosa,
e desembarcará em mim
toda a sua vontade de estar.

3 Comments:

Blogger Ellen Maruska said...

Lindo seu blog!!!!

7:51 PM  
Blogger Renan Coelho said...

Como quem faz em Portugal.

7:50 AM  
Blogger P R V said...

O bom de ser poeta é poder falar até da falta do que falar, ou ainda poetizar a ausência da poesia

Mto bom Celo... como sempre =]

5:08 PM  

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